Estou inaugurando meu wordpress com um papo sobre papel e tinta.
Para quem vive no universo gráfico, impressão é mais do que isso. Metade das Leis de Murphy incindirão sobre o trabalho, quer a gente queira ou não:
- o arquivo vai chegar atrasado e com várias incompatibilidades;
- quem fez a criação não vai admitir que sua obra não está perfeita e vai mandar a gráfica “se virar”;
- a gráfica vai correr para entregar a prova, mas o cliente só vai ligar autorizando muitas horas depois, e até lá nenhuma secretária vai conseguir localizá-lo e o celular só vai dar caixa postal;
- a entrega será feita num local bem distante e ninguém vai te avisar antes que tem restrições de horários;
E por aí vão muitos outros imprevistos diários…
Por que isso acontece? Porque as gráficas ainda pensam que basta apenas colocar tinta no papel. Elas não querem ter preocupações além da tinta no papel, a tenho certeza de que poucos clientes pagam algum valor (agregado) que custe além de tinta no papel.
Impressão não é commodity, é serviço, e isso requer muito mais do que tinta no papel. Requer relacionamento e valorização mútua. E antes de terminar, chega daquela conversinha mole de encantar o cliente dizendo que sua empresa conta com moderníssimos equipamentos. Gráfico não é fada da Disney! E o cliente não é tão desinformado assim.
Olá Robson. Bem-vindo a blogosfera!
Sei bem desses problemas que apontou. Já vivi os dois lados da relação.
Hoje, sou o cara que cria, mas minha experiência trabalhando em pré-impressão, além do relacionamento com pessoas da área, me deu uma visão diferente e me preocupar mais em como enviar o material para o cliente.
Mas tenho que discordar quanto a conversinha mole de encantar o cliente. Na verdade acho que é até um contra-senso ou não entendi direito. Parece que você critica a gráfica que não faz nada além de colocar tinta no papel, enfatiza relacionamento e valorização, mas diz que é conversinha mole?
Eu posso dizer que o local onde trabalho está “encantado” por uma gráfica, a YM, de São Paulo. São cuidadosos, dão atenção, resolvem problemas, são pacientes, eficientes, a logística funciona, e claro, negociam bons preços e prazos – aliás, minha colega de trabalho responsável por negociar preços e prazos não entendia muito de questões técnicas e eles sempre foram pacientes em explicar, mostrar diferenças, etc, sem enrolação. Além de outras boa práticas deles. Resultado: quando precisamos de material impresso, fazemos cotação com outras empresas mais por desencargo de consciênca e por ser regra na empresa, mas dificilmente deixamos de fechar com eles, mesmo que na planilha o custo deles seja um pouco mais alto à vezes, é compensado pela falta de dor de cabeça.
É isso, ‘braços
Celso Bessa
Comentário por Celso Bessa — 30 Novembro, 2006 @ 6:23 pm
Sim, Celso. Eu esperava mesmo uma opinião de quem vive este meio para fazer mais observações. No caso da YM, de fato vocês tem motivos para esse encanto. Quando falei sobre isso, me referia àquele papo de que “nossa gráfica possui moderníssimos equipamentos e tecnologia de última geração e blá, blá, blá”. A gente encanta com o resultado e não apenas com o xaveco.
Abraços.
Comentário por Robson Carvalho — 30 Novembro, 2006 @ 6:42 pm